Brechó – um mercado sustentável, inteligente e fashion

Seja na loja ou online, o brechó é um universo rico, diverso e sustentável, que todos nós deveríamos conhecer


Das ruas do subúrbio de Paris até contas poup -up no Instagram, os brechós tem uma longa história e são uma alternativa inteligente no mercado da moda, não somente para prolongar a vida útil da roupa ou acessório, mas também, surge como uma comercialização interessante para o comerciante e para o consumidor, onde todo mundo sai ganhando. Inclusive o nosso planeta!


Em 2018, segundo a Pesquisa ThredUp, o mercado de produtos de segunda mão cresceu 47% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas no varejo cresceram somente 2% no mesmo período. O mercado de usados nos EUA atingirá US$ 51 bilhões em 5 anos e estima-se que daqui a 8 anos valerá US$ 64 bilhões, contra US$ 44 bilhões do mercado fast fashion.


Esse tipo de negócio começa no do século XIX na França em Paris com o Mercado das Pulga, o Marché aux Puces em francês, inaugurando essa prática de vender artigos já usados. O mercado existe ainda hoje e é um ponto turístico visitadíssimo.

Você pode garimpar de tudo nessas ruas, desde roupas à mobiliário. O mercado também já foi cenário para vários filmes como "Meia noite em Paris" de Woody Allen. Dá uma olhada nesse vídeo do Conexão Paris que mostra um pouquinho do charme dessas lojas!


Na mesma época aqui no Brasil a palavra brechó nascia graças ao boca-a-boca. No Rio de Janeiro um mascate (vendedor de rua) chamado Belchior ficou famoso por vender peças de roupa e objetos usados.


Mesmo tendo a sua gênese a mais de 200 anos, os brechós são extremamente contemporâneos, pois eles atendem o desejo do consumidor e a necessidade de sustentabilidade da indústria fashion. Na moda sustentável é fundamental pensar em estender o máximo possível a vida útil de uma peça, sendo assim nada mais natural que uma calça, por exemplo, tenha mais de uma dona.


O brechó pode ser uma fonte de matéria-prima para o upcycling, uma outra conduta de moda sustentável que vimos no post anterior aqui no blog.


E não há apenas um tipo! Por ter um grande mercado, os brechós acabaram se segmentando e tendo várias finalidades para atender melhor o seu público alvo. Temos brechós de luxo como B.Luxo, Trash Chic e o Troc, esse último também está em outra modalidade de brechós, os on-line, além deste temos o Frou Frou e o MUD.


Não podemos esquecer dos que são especializados em roupas vintage, o Minha Avó Tinha em São Paulo é um destes lugares.


Apesar da sua história consolidada e da rentabilidade alta e garantida no sentido comercial, os brechós ainda não são completamente aceitos, muito por conta de uma primeira impressão equivocada da roupa estar suja e velha, inútil, ou até mesmo fora de moda, tem gente que leva até uma questão energética em consideração para evitar comprar roupas usadas. Bobeira!


O reuso de roupas é um comportamento que devemos assimilar agora, para garantirmos um futuro melhor para o nosso planeta. Consumir de brechós é uma maneira consciente, econômica e fashionista de construir sua imagem, o seu estilo.



Prova disto é a blogueira Nátaly Néri que tem o seu guarda-roupa composto completamente por peças compradas em brechó, e para valorizar esse movimento ela criou uma TAG no seu canal no YouTube #MeuGuardaRoupaDeBrecho.




No desafio criado por ela, perguntas como “qual é a sua peça mais antiga?” ou “qual é a sua peça mais glamurosa?” auxiliam a entusiasta do brechó a mostrar suas roupas e a expor para gente o quanto roupa de segunda mão pode ser versátil e estilosa.


O termo segunda mão, em inglês secondhand, tem ganhado força quando se trata de negócios na moda. O reuso de roupa se mostra uma estratégia de venda visionária, com um amplo mercado consumidor e de crescimento rápido.


A starup sueca Sellpy que é administrada pela marca H&M já circulou 6 milhões de peças desde sua fundação em 2014, e ainda pretende aumentar a sua ação, provando a rentabilidade deste modelo de negócio.


Uma outra prática de sustentabilidade, de reuso, é o escambo! O escambo, que é nada mais do que uma troca de mercadoria entre pessoas, já existe desde o início dos tempos e hoje em dia se ressignifica em uma sociedade hiper tecnológica e desenvolvida diante da necessidade um consumo mais consciente e engajado, principalmente se tratando do mercado da moda. O reuso de peças e recolocação de roupas em circulação é trend, empático com o meio ambiente e afetivo.


E você tem uma peça no seu closet que seja de brechó? Ou então já tinha hábitos sustentáveis e nem sabia? Queremos saber todas as suas impressões sobre brechó! Conta!


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